Depressão e Ansiedade

Depressão e ansiedade compreendem a maioria das doenças mentais diagnosticadas no Brasil e no mundo. Cerca de 6% dos brasileiros sofre de depressão e 20% da população mundial terá pelo menos um episódio depressivo durante a vida (1 em cada 5 pessoas). Em relação à ansiedade, cerca de 9,3% da população sofre de algum transtorno ansioso, englobando fobias, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico.

Vivemos expostos a todo tempo ao estresse, o que é um terreno fértil para o aparecimento e complicação de tais doenças.

A ansiedade é uma doença grave relacionada com o futuro, a pessoa sempre sente receio em tudo o que vai fazer e de possíveis acontecimentos futuros (mesmo que a probabilidade que estes ocorram seja mínima). Já a depressão está relacionada ao passado, algo que é um peso para quem sofre; a pessoa sente-se desesperançosa, incapaz de expressar seus sentimentos e sem capacidade de lidar com o que o presente infalivelmente traz. Estar deprimido é estar mais que simplesmente triste: é a extrema solidão, o silêncio, a impotência e uma auto-estima baixíssima, que impede o paciente ver o mundo como ele realmente é. Tanto a depressão como a ansiedade deformam a visão de mundo e deslocam quem sofre para um segundo plano da vida.

Os trastornos do humor podem ser cíclicos ou recorrentes. Uma pessoa pode ter mais de um episódio depressivo em sua vida, o que caracteriza a depressão recorrente. A distimia é um transtorno depressivo menos intenso, porém de longa duração. Já o transtorno bipolar é um transtorno onde alternam-se depressão e estados maníacos (de aceleração mental, agitação e euforia). Seu diagnóstico pode ser difícil, demorando em média 9 anos para ser confirmado a partir dos primeiros sintomas. Formas mais leves de ciclagem do humor ocorrem na ciclotimia, quando o paciente experimenta períodos depressivos alternados com periodos de maior atividade, euforia ou produtividade (sem se tratar de uma mania propriamente dita).

“Ouça as pessoas que amam você. Acredite que vale a pena viver por elas, mesmo que você não acredite nisso. Busque as lembranças que a depressão afasta e projete-as no futuro. Seja corajoso, seja forte, tome seus remédios. Faça exercícios, porque isso lhe fará bem, mesmo que cada passo pese uma tonelada. Coma mesmo quando sente repugnância pela comida. Seja razoável consigo mesmo quando você tiver perdido a razão.”
(Andrew Solomon – autor do livro “O Demônio do meio dia”, jornalista, escritor e portador de Depressão Maior)