Transplante Renal, Pâncreas-Rim e Diálise

Existe um momento para a pessoa que sofre de doenças renais que é muito doloroso: o momento que ela é informada que seus rins não dão mais conta de suas necessidades e é necessário iniciar um tratamento para suprir a função renal perdida. Trata-se da Terapia Renal  Substitutiva ou Diálise. Existem duas formas de diálise: a hemodiálise (realizada por 95% dos pacientes em nosso país) e a diálise peritoneal.

Este momento momento exige calma e um bom contato com o nefrologista – estamos no limite da vida (não se vive com rins não funcionastes). Este é o momento que a pessoa necessitará de um acesso vascular para hemodiálise, catéter ou fístula arteiro-venosa, que necessita ser confeccionado com muito cuidado. Um acesso vascular adequado irá refletir na qualidade da diálise e na vida do paciente.

Além de tantas novidades difíceis, o início de qualquer diálise pode ser muito difícil pois o corpo do paciente e seu emocional precisam-se adaptar-se a uma nova rotina – muito cheia de médicos e procedimentos muitas vezes.

Hemodiálise não significa infelicidade ou sentença de morte, e, posteriormente, como explicarei a seguir, a hemodiálise pode garantir uma boa qualidade de vida e um novo rumo a uma vida diferente e plena, com amigos, familiares, trabalho e tudo o que qualquer pessoa deseja ter.

Além da hemodiálise existe o Transplante Renal, nas suas modalidades: doador falecido, doador vivo e, para diabéticos juvenis, tipo 1, o Transplante Simultâneo Pâncreas-Rim (Transplante Duplo) e o Transplante Isolado de Pâncreas em casos selecionados. O paciente deve ser avaliado minuciosamente se o caminho for o Transplante e entender que transplantar não é a cura para a doença renal crônica ou diabetes, mas sim, mais um tratamento, que oferece uma maior liberdade ao paciente. Discutiremos cada modalidade de transplante a seguir e como decidir sobre as modalidades de tratamento aqui apresentadas.

Não tenha medo de enfrentar a realidade da doença renal terminal.
Consulte um especialista e analise todas as possibilidades.
“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível e, de repente, você estará fazendo o impossível.”
(São Francisco de Assis)